O arquitecto que esperava sentado na cadeira.

O mundo moderno está em constante desenvolvimento, tão rápido que pode tornar-se cruel. Daí a necessidade de desenvolvermos a nossa mente de forma sincronizada com o mundo. Quem fica agarrado às tradições, quem respira conservadorismo corre o risco de parar no tempo, ancorado às convicções passadas, perdendo a luz da evolução que está mesmo à nossa frente nesta era do conhecimento.

Lembro-me do arquitecto que esperava sentado na cadeira, o Jonas. Tirou o seu curso universitário. Era moda arquitectura no seu tempo. Era bem, sei lá. A sociedade aprovava esse curso. Ele não tinha bem a certeza pessoal, mas o mais importante era a aprovação exterior. Tirou o curso, encheu-se de sonhos. Esqueceu-se da lei da oferta e da procura. É uma lei tão pura como venenosa. Foi para o mercado de trabalho, cheio de sonhos, assistindo a uma concorrência musculosa de milhares de jovens com o mesmo canudo na mão. Conseguiu um estágio não remunerado. “Pai”trocínio salvava os custos do dia-a-dia. Veio o primeiro salário, era fixo, mas tão fixo que não crescia. Os anos passavam e ele continuava sentado na cadeira, à espera daquele emprego de sonho. Tinham-lhe dito que arquitectura era a melhor aposta. Saiu furada. Tantos arquitectos no mercado para um número de oportunidades em declínio. Porquê só alguns é que se safam? Será que o mundo está contra ele, ou foi ele que virou costas à luta, virou costas ao que o mundo realmente procura? O mundo precisa de bons e apaixonados arquitectos mas não precisa de um cardume infindável deles. Que tal se o Jonas se levantar da cadeira, de peito feito, e começar a olhar para a realidade, ter visão e inovar, surpreender o próprio mundo, antecipar-se à sua inevitável evolução.

Cada vez mais as pessoas querem o clic da simplicidade, prazer, tempo, reconhecimento, progressão. Começam a entender que para ter resultados diferentes têm de fazer coisas diferentes. Não podem ficar sentados na cadeira esperando que as técnicas que tinham valor no passado serão aceites no presente e no futuro. As pessoas estão agora dispostas à disciplina diária exaustiva de fazer absolutamente o seu melhor. Não se afastam da sua visão. Não se distraem. Não encolhem os ombros. Todos os minutos valem a pena. Querem criar o seu mundo. Falham, tentam, falham, e de tentativa em tentativa acabam por tornar o impossível no possível. Esforçam-se e progridem. Comunicam fortemente o seu caminho. Atraem. Vivem o seu caminho todos os dias. Ampliam as suas expectativas com o sentimento de confiança. Confiança que vem do fazer. Vem da coragem do fazer.

Jonas, um dia inspirado pelas palavras de um texto. Um texto escrito por um humilde homem que passou do cepticismo à crença, do escuro à luz, da comodidade à aventura. Ao ler esse texto ele sentiu o pulso desse clic da mudança. Levantou o rabo da cadeira, seguiu a sua intuição e partiu vigoroso para a descoberta. Determinou os seus objectivos e não permitiu que ninguém os roubasse. Agora é uma questão de tempo para os concretizar. O processo mental de persistência e crescimento irá encurtar esse tempo.

Um coisa é certa, a sua cadeira ficará cheia de pó, pois ele nunca mais perderá os seus preciosos minutos focado no nada. Sucesso, BG

Naturalmente o remédio natural da natureza.

Quantas vezes na semana que passou teve aquela vontade de gritar, de dizer chega, de fugir, de questionar o rumo da sua vida? Isso é perfeitamente normal, é o stress, a pressão que você exerce sobre si próprio, a pressão que outras pessoas exercem sobre si, é a velocidade impetuosa e opaca do estilo de vida maioritário do século XXI. O seu próprio cérebro mesmo em momentos de satisfação arranja uma forma de encontrar a insatisfação. Mas para cada doença, um remédio. A substância central desse remédio pode ser a natureza.

Experimente educar a sua mente a aceitar os momentos difíceis com naturalidade, pois em cada desafio nasce uma experiência, um crescimento, algo novo e interessante por descobrir. A sua mente deve ter o controlo nas envolventes da vida, não deixe que pensamentos de bloqueio passem a perna à sua cabeça. Se sentir que o bloqueio da raiva, da agressividade, da culpa, da falta de confiança, da antipatia, da passividade, da negação e do vazio estão a imperar no seu dia, está na hora de tomar o remédio!

Tire trinta minutos a uma hora e dê uma escapada para poder tomar o seu remédio, custe o que custar. Mexa o seu esqueleto…
Se estiver no Rio de Janeiro, vá à Pedra da Gávea.
Se estiver em Londres, vá ao Hide Park.
Se estiver em Paris, vá ao Rio Sena.
Se estiver na Suíça, vá a Interlaken.
Se estiver na antiga Indochina, vá a Angkor Wat.
Se estiver na Costa Rica, vá a Malpais.
Se estiver em Miami, vá aos Everglades.
Se estiver em Lisboa, vá ao Cabo da Roca.
… Esteja onde estiver, vá ao rio, ao mar, à montanha ou ao parque mais perto de si, pois é lá que vai encontrar paz para poder cair em si, conversando com a água ou com a vegetação, valorizando o que tem de ser valorizado, passando uma borracha no que deve ser apagado. A sua mente e a natureza vão em conjunto balancear o seu corpo, balancear os seus pensamentos, alinhando as suas atitudes. O seu sótão que estava desarrumado ficará com tudo limpo e no lugar certo.

Nada melhor que voltar para casa com um corpo saudável, uma energia pessoal positiva, atractiva, com pensamentos centrados, correctos e pacíficos. Agora já sabe o que fazer quando sentir a poluição na sua mente. Escute os sinais do seu coração e parta em direcção à natureza. Sucesso, BG

O jockey, a tartaruga e o cavalo de corrida.

A chave da realização suprema tem três códigos: Um, viver de forma saudável para sentir um corpo saudável; Dois, construir um património com balanço positivo folgado que reflita liberdade de tempo e liberdade financeira; Três, viver cada minuto na busca da progressão para saborear uma vida dotada de preenchimento.

O primeiro passo para a descoberta destes três códigos é uma pausa para pensar, com humildade, em auto-avaliação, com força de vontade de mudar para melhor. Se quiser vencer a corrida da realização suprema deverá primeiro ver em si próprio se é o jockey certo para ganhar a corrida. Deixando de culpar A, B ou C, e passando você mesmo a ser a razão para a vitória. Seja o jockey da sua vida! Um bom jockey é leve, bondoso, corajoso e disciplinado. Leve para se sentir bem fisicamente, energicamente e mentalmente, leve para não prejudicar a performance do seu cavalo de corrida. Bondoso, porque um bom resultado só nasce para uma pessoa que pratica o bem. O cavalo é um animal perfeito, sente o bem, repudia o mal, e só correrá para a vitória se sentir o bem colado a si. O jockey é também corajoso, aceita o risco, encara cada dificuldade como um aliciante desafio até cortar a meta. Vê o objectivo, corre por ele, vive intensamente cada passada de galope. Por fim, é disciplinado, treina todos os dias o seu corpo, a sua mente, a sua alma e a sua confiança emocional junto do seu cavalo de corrida.

Ao sentir-se como um verdadeiro jockey, e espero que esse processo comece agora mesmo dentro de si, estará preparado para se conetar ao melhor cavalo de corrida. O jockey vitorioso respeita uma tartaruga, mas não calça o estribo na carapaça de uma tartaruga. Procura um parceiro de vida, um parceiro de negócio, um parceiro de filosofia que tenha a mesma velocidade mental, física e espiritual que ele. Pode entender a lentidão da tartaruga mas não gasta a sua preciosa energia com uma tartaruga. Quem quer vencer tem de se juntar a um projeto de vida veloz, de visão vitoriosa. É o cavalo de raça puro sangue inglês que o jockey deseja encontrar, para que juntos possam suar e treinar dia após dia, estando prontos para dar o melhor de si no dia do Grand National. Dois espíritos num só: o jockey e o seu cavalo de corrida.